O Aumento das DST’s entre os jovens brasileiros – Redação Enem

O a proposta sobre o aumento dos casos de DST’s entre os jovens brasileiros é uma aposta de tema para as próximas edições da Redação Enem.

Apesar do assunto ser bastante difundido, principalmente nas redes sociais entre os mais jovens, ainda há muito o que ser feito para conscientizar os jovens a respeito das DST’s. Infelizmente, eles não se preocupam em se prevenir e acabam contribuindo para aumentar as estatísticas que estão cada dia maiores.

Por esse e outros motivos, o tema “DST’s entre os jovens” é um forte candidato para a redação do Enem. Além de servir como meio de conscientização, abordar o assunto no exame traz à tona questões importantes como a prevenção de doenças — sífilis, AIDS, Hepatite B, entre outras.

Os casos de DST’s entre os jovens aumentaram

As estatísticas mostram que os casos de DST’s entre os jovens aumentaram. Segundo o Ministério da Saúde, em 2005, os casos de HIV passaram de 16,2% para 33,1% por 100 mil habitantes, na faixa etária de 20 a 24 anos.

As DST’s mais comuns entre jovens são: Aids, gonorreia, sífilis, hepatite B, hepatite C, herpes genital, clamídia, HPV (Human Papillomavirus).

Em matéria publicada pelo Governo de São Paulo, é possível ver que o número de casos realmente é maior entre os jovens. Segundo o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids (Unaids), 35% dos novos casos ocorrem entre os 15 e 24 anos. São dados alarmantes, já que a mídia e os governos investem em ações de conscientização e prevenção com foco nessas idades.

Mas, o grande problema é que os jovens continuam negligenciando, principalmente quanto ao uso de preservativo. De acordo com Francisco Ivanildo de Oliveira Júnior, infectologista do Hospital Emílio Ribas, ocorre também falta de preocupação da população.

Desde que a Aids deixou de ser uma “sentença de morte”, ou seja, que as pessoas podem tomar remédios e conviver com o vírus, os cuidados com prevenção diminuíram.

Campanha da Aids – Governo Federal

Tema de redação: DST’s entre os jovens brasileiros

A grande maioria das pessoas que vão fazer o Enem são jovens. Por isso, a possibilidade de abordar um tema no universo dessas pessoas é grande. Para chegar no dia da prova e desenvolver bem esse tema é importante saber o que são DST’s.

No entanto, é ainda mais importante conhecer as estatísticas, a opinião de órgãos e especialistas de saúde e, principalmente, as intervenções que visam reverter o aumento dos casos.

A seguir, conheça algumas estatísticas sobre DST’s entre jovens que podem ajudar:

  • de 2007 a 2013, os casos de sífilis por transmissão sexual em jovens em SP aumentaram 603% (fonte);
  • De acordo com o CDC — Centro de Controle e Prevenção de Doenças — dos EUA, em apenas um ano houve um registro de aumentos nos casos de sífilis, gonorreia e clamídia (15,1%, 5,1% e 2,8% respectivamente (fonte);
  • Só em 2016, 1,8 milhão de pessoas contraíram HIV em todo o mundo (fonte);
  • de acordo com o Ministério da Saúde, o número de novos casos de Aids entre jovens de 15 a 24 anos cresceu 35,3%. (fonte).

Apesar das medidas adotadas pelas autoridades sanitárias, algo preocupante tem ocasionado o aumento de casos de DST’s entre jovens: a falta de medo. Infelizmente, muitos jovens negligenciam os cuidados por saber que as doenças possuem tratamento.

Nesse sentido, cabe a essas autoridades, assim como escolas e pais, conscientizar os jovens utilizando abordagens diferentes. E isso deve começar desde cedo e não apenas na juventude.

Propostas de intervenções e soluções

É necessário trabalhar a educação nas escolas de forma mais assertiva, focando na valorização da vida e nas consequências das doenças. Apesar da maioria não ser uma sentença de morte, elas levam a condições de vida ruins e limitações que nenhum jovem quer passar.

Não adianta apenas dizer: “use camisinha”. É preciso mostrar o caminho percorrido por quem negligencia seu uso e as perdas — emocionais, sociais e físicas — que isso pode causar.  A camisinha deve ser encarada como algo essencial, assim como o cinto de segurança.

A Aids, por exemplo, deixou de assustar os jovens. Ao contrário do que ocorreu no passado, eles não convivem mais com casos de morte entre amigos e parentes por causa da doença.

As DST’s também precisam deixar de ser tabu entre os pais. Na maioria das vezes, esses jovens não recebem qualquer informação em casa. Por isso, a família precisa ser trabalhada também.

Além da educação sexual nas escolas, palestras e cursos para jovens e pais com uma abordagem mais efetiva podem ajudar a desmistificar as DST’s nos dias de hoje. Não que esses garotos e garotas devam sentir medo, mas sim, despertar amor e valor pela própria vida.

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