Enem 2018 será mais difícil, diz especialista

O Enem 2018 será mais difícil?  Veja o que um especialista em vestibulares e Enem tem a dizer sobre o assunto.

Desde que foram anunciadas modificações no Enem em 2017, todo ano os estudantes ficam na expectativa se serão anunciadas mais alterações. Com a aprovação da reforma do ensino médio, especialistas afirmam: Enem 2018 será mais difícil.

Pelo menos é o que diz o professor Gilberto Alvarez, do Cursinho da Poli. Segundo ele, mesmo a reforma do ensino médio ainda não tendo entrado em vigor, é possível que os candidatos já encontrem uma prova mais difícil esse ano.

Em entrevista para O Estadão, o professor trouxe ainda mais informações sobre o assunto e nós vamos compartilhar aqui com vocês. Confira!

Mudanças no Ensino Médio podem afetar Enem

Indagado se o Enem deverá se adaptar à reforma do ensino médio, Gilberto respondeu que não necessariamente. O que certamente vai acontecer é que o Enem 2018 será mais difícil e que se torne um processo de seleção para as universidade e não um meio de avaliar o ensino médio.

De acordo com Gilberto, a reforma do ensino médio se dará à longo prazo. A base curricular, por exemplo, ainda será apresentada e discutida no Conselho de Educação. No entanto, o professor acredita que quanto ao Enem, é possível que as provas se tornem mais complexas de imediato.

Uma das mudanças esperadas é que os estudantes terão cinco itinerários formativos para escolher. São eles:

  • Linguagens;
  • Matemática;
  • Ciências humanas;
  • Ciências da Natureza; e
  • Ensino técnico e profissional.

Segundo o diretor, mesmo tendo esses itinerários, tanto os vestibulares quanto o Enem 2018 deverão seguir a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e não os itinerários. Por isso, ele acredita que o Enem continuará como prova comum, mesmo com a reforma do ensino médio.

Enem 2018

O diretor do Cursinho da Poli, Gilberto Alvarez Foto: TV Estadão

A questão é que o assunto tem gerado bastante dúvidas e discussões. Se o Enem avalia os conhecimento adquiridos pelos alunos durante o ensino médio, é de se esperar que o conteúdo seja cobrado mais a fundo, fazendo com que o nível de dificuldade seja maior.

O Enem 2018 será mais difícil?

Quantidade de questões e alta complexidade deve aumentar

Isso não quer dizer que o formato da prova do Enem vai mudar, mas que o nível  das questões escolhidas seja mais alto. Não quer dizer também que ela seja conteudista. Mas, que cobrará dos estudantes habilidades em que ele terá que compreender, analisar e relacionar.

E todo mundo sabe que esse modelo de questão é complexo para os alunos brasileiros. Desde muito tempo ele se habituou a lidar com questões que exigem apenas identificar elementos. Desse modo, o que se espera são exercícios mais difíceis e não maiores.

O vestibular no Brasil está em extinção

Desde o aparecimento do Enem, os vestibulares tradicionais perderam a força. Pode-se até dizer que ele está em processo de extinção. O Professor Gilberto Alvarez também concorda com isso.

Inclusive, ele ressalta que Universidades como a USP, que historicamente tem autonomia em seus processos de seleção, possa achar o Enem vantajoso. Primeiro porque o Enem garante uma seleção nacional. Segundo porque é mais barato e o governo sempre vai levar o lado financeiro em conta.

Desse modo, é possível que a USP não abandone a Fuvest, mas é bem provável que ela continue utilizando o Enem — por meio do Sistema de Seleção Seriada (Sisu) — e a Fuvest.

O professor também acredita que da mesma forma os processos da Unicamp devem se basear na base curricular. Afinal, é bem mais tranquilo fazer seleções utilizando uma prova ampla do que fazer outras específicas.

Vestibulares e programas seriados

Outro ponto discutido na entrevista foi a expectativa dos programas seriados substituírem os vestibulares. Nas universidades estrangeiras, leva-se em conta o desempenho acadêmico do estudante ao longo do ensino médio. E a pergunta é: por que no Brasil isso não acontece?

Até existe, como na USP há o Programa de Avaliação Seriada (PASUSP). Mas, como esse tipo de seleção não faz parte da cultura Brasileira, ainda é raro. O brasileiro acredita em vestibulares, mostrando que o país ainda está na contramão.

Sendo assim, considerando-se essa cultura, pode-se dizer que o Enem é um avanço e tanto. Enquanto o vestibular tradicional deixa muitos estudantes de fora, ele gera oportunidades para muitos outros. Ou seja, o Enem democratiza o acesso ao ensino superior e isso é ótimo, principalmente para as pessoas mais carentes.

Como você pode perceber, o Professor Gilberto acredita fortemente na permanência e força do Enem como seleção para o ensino superior. Mesmo com a reforma do ensino médio e acreditando que o Enem 2018 será mais difícil, ele está otimista com a permanência do programa.

Veja e entrevista completa em: http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,tendencia-e-enem-ficar-mais-dificil-e-nao-incluir-itinerarios-diz-especialista,70001902129

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