Fordismo, Taylorismo e Toyotismo: Entenda a diferença

Veja um resumo sobre as principais diferenças entre os modelos de produção!

Sabemos que não faz muito tempo que o mundo passou por um processo de desenvolvimento ― principalmente industrial ― que culminou na necessidade de buscar novas formas de organização da produção. Esse processo resultou em três modos de organização da produção industrial que revolucionaram o trabalho: o Fordismo, Taylorismo e Toyotismo.

Neste post, vamos mostrar a diferença entre eles e as características de cada um para que você entenda de uma vez por todas e acerte as questões do Enem sobre o assunto. 

Formas de Organização da Produção Industrial

Fordismo, Taylorismo e Toyotismo: Entenda a diferença 1
Um trabalhador em tempo flexível controla o local do trabalho, mas não adquire maior controle sobre o processo em si (ENEM/2013)

Para entender as diferenças entre Fordismo, Taylorismo e Toyotismo, é importante compreender em que contexto eles surgiram. Foi no final do século XVIII e início do século XIX que o desenvolvimento da indústria teve seu pico de crescimento, fazendo com que fosse necessário encontrar novos meios de organizar a produção industrial. A intenção era aprender a controlar melhor as despesas, os lucros e, claro, a produtividade.

A partir dessa necessidade, começaram a aparecer novos modos de produção industrial, tanto no setor organizacional quanto naqueles ligados ao lucro. Dentre esses sistema, os que mais se destacaram foram o Fordismo, Taylorismo e o Toyotismo, que foram criados para atender às necessidades industriais da época. 

A seguir, vamos falar de cada um para você entenda a diferença entre eles. 

Taylorismo

Desenvolvimento por Frederick Winslow Taylor, esse modo de organização da produção industrial tinha o objetivo de racionalizar o trabalho. A intenção era aumentar os lucros fragmentando o máximo possível o trabalho.

No modelo de Taylor, o objetivo era fragmentar o máximo possível o trabalho, minimizando as tarefas supérfluas e, dentre elas, estava o tempo com o aprendizado. Para isso, utilizava-se um controle do tempo para o que era essencial. Isso significa que enquanto os funcionários trabalhavam o tempo era cronometrado e a produção era estabelecida conforme a produtividade de cada um. 

Algumas características do Taylorismo são:

  • Aumento da produtividade, dos salários e dos lucros;
  • Divisão do trabalho em tarefas menores; 
  • Funcionário ganhava de acordo com o produzia;
  • Grande nível de subordinação;
  • O trabalho era cronometrado.

Fordismo

Desenvolvimento por Henry Ford, o Fordismo foi criado com o objetivo de aprimorar o modelo de Taylor, ou seja, o Taylorismo. Tratava-se de um princípio organizador do trabalho que estava baseado na produção em massa. Além disso, visava alcançar também maiores índices de produtividade por meio da padronização da produção.

Outra característica do Fordismo era a divisão do trabalho, que era feito em tarefas menores tendo um funcionário responsável por cada tarefa. Embora no Fordismo a gerência tenha ficado com as mesmas funções de antes, ou seja, do Taylorismo, um novo elemento mereceu destaque: a esteira rolante. Esse equipamento proporcionou um ritmo de trabalho mais dinâmico e estável para a produção.

As principais características do Fordismo são:

  • Produção em grande escala;
  • Padronização da fabricação;
  • Uso de linhas de montagem;
  • Ritmo de trabalho mais dinâmico;
  • Divisão do trabalho em pequenas tarefas;
  • Redução dos custos.

Toyotismo

No Toyotismo, criado por Taiichi Ohno, na empresa Toyota, o trabalho é definido pelo modelo just in time, ou seja, a produção de acordo com a demanda. Neste modelo, não havia saturação dos estoques e a empresa possuía cinco zeros, que eram:

  • Zero de atraso;
  • Zero panes;
  • Zero defeitos;
  • Zero papéis; e
  • Zero de estoque.

Esse modelo de produção rompeu com o modelo ocidental de produção que até então predominava. Ele era caracterizado por uma alta lucratividade, redução de custos e produção diversificada. Outras características do Toyotismo são:

  • Prioridade para o trabalho em grupo;
  • Redução de desperdícios;
  • Produção diversificada;
  • Autonomia;
  • Funcionários com várias tarefas diferentes;
  • Organização de trabalho horizontal.

Outra característica do Toyotismo era o trabalho em equipe, que era considerado fator de grande importância. Com a formação de grupos, eles mesmos se organizavam e controlavam seu próprio trabalho, levando a um aperfeiçoamento contínuo da produção. 

Diferenças entre Fordismo, Taylorismo e Toyotismo

Entre o Fordismo e o Taylorismo, a maior diferença é que no Fordismo o que influencia a produção do operário não é a bonificação pelo alto rendimento ou a repreensão pelo baixo rendimento. O que move seu esforço é o ritmo da máquina. 

Enquanto no Taylorismo havia um longo treinamento no trabalho, no Fordismo havia pouco ou nenhum. O Taylorismo adotava níveis mínimos de produtividade e o Fordismo focava na linha de montagem. Por fim, o Taylorismo adotava o controle do tempo, enquanto no modelo de Ford imperava a rígida padronização da produção. 

Enquanto o Fordismo e o Taylorismo produziam em massa e produtos iguais, fazendo com que os estoques ficassem cheios, o Toyotismo produzia pequenos lotes de produtos escolhidos pela demanda. Isso reduzia os prejuízos e não sobrecarregava os estoques.

Enquanto no Fordismo a eficiência dependia do ritmo e no Taylorismo dependia do tempo que o produto ficava pronto, no Toyotismo a demanda é que definia quanto esforço e tempo o produto precisava. 

E então, conseguiu entender as diferenças entre Fordismo, Taylorismo e Toyotismo? Aproveite e compartilhe também com seus amigos. Assim, eles vão poder entender também!

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