Filosofia no Enem: 10 conceitos obrigatórios para a prova

Conheça 10 conceitos obrigatórios para a prova de Filosofia no Enem.

Você que está se preparando para o Enem deve levar em conta o estudo da Filosofia, já que a disciplina tem sido cada dia mais cobrada nas provas. Apesar da sua importância para a formação humana e acadêmica, muitos estudantes acabam não estudando e tendo dificuldade ao encontrar questões que abordam temas filosóficos.

Por isso, para ajudá-lo a se preparar para Filosofia no Enem tanto quanto se prepara para outras disciplinas, trouxemos informações importantes neste texto. Continue lendo e conheça os 10 conceitos obrigatórios para se dar bem no dia da prova. Confira!

Conceitos obrigatórios para a prova de Filosofia no Enem

Nos últimos anos, com a mudança no perfil das provas do Enem, em que as questões passaram a exigir mais conhecimento de diversos conteúdo, a Filosofia tem ocupado um espaço cada vez maior na prova.

Desde então, não dá mais para deixar a disciplina de lado. É preciso conhecer os conceitos mais importantes para não ser surpreendido. A seguir, selecionamos os 10 que têm maior chance de cair na prova com base nos últimos anos.

Seguindo esses conceitos, você não vai ficar perdido. Além disso, pode utilizar essas dicas para se aprofundar nos assuntos e aumentar sua bagagem de conhecimento na área.

Filosofia

O termo Filosofia vem do grego — philosophia — e significa amor à sabedoria. Com base nisso, surge a figura do filósofo, que é aquele que tem amor pelo saber e o busca constantemente.

Ao contrário de outras áreas do saber, a Filosofia está longe de ser um conhecimento acabado. Também, não pode ser repassado por meio de lições e exposições exatas.

Pode-se dizer que ela é a maneira como cada um se posiciona diante da realidade, com seus questionamentos sobre valores, acontecimentos e outras coisas que constituem a vida humana.

Razão

A razão possibilita que a pessoa produza um conhecimento elaborado e com fundamentação sistemática. Isso quer dizer que por meio dela, o conhecimento se adquire a partir do encadeamento de ideias e de juízos, de modo a estabelecer uma conclusão.

Resumindo, é quando o homem deixa de lado a imaginação para encontrar suas respostas. Ele se baseia naquilo que é palpável. Dois modos tradicionalmente conhecidos que derivam da razão são. A ciência e a filosofia.

Mito e Religião

O conhecimento que provém do Mito/ Religião muitas vezes é sustentado pela imaginação. Trata-se do conhecimento mítico — também conhecido como religioso — e sustenta-se na fé e na confiança daqueles que o recebem.

Em vez de buscar explicações em fatos e em fundamentações, o mito busca uma causa mágica — ou sobrenatural — mesmo que depois essas causa  seja justificada de forma racional.

Arte

É por meio das manifestações artísticas que o artista expõe seu modo de sentir e enxergar a realidade. Por isso, a arte também constitui uma forma de conhecimento em que a interpretação do mundo se dá pela sensibilidade do artista.

É nesse sentido que muitas vezes a arte é utilizada como crítica social ou como forma de exteriorizar os sentimentos humanos como tristeza, assombro, alegria, desespero etc.

Ciência

A ciência também busca a compreensão do mundo, mas faz isso por meio de um método empírico de pesquisa. Ela é derivada da razão e caracteriza-se por ter um objeto de estudo determinado.

É o caso da Física, assim como outras ciências que utilizam seus estudos na construção de um conhecimento objetivo. Inclusive, o conhecimento científica proporciona, dentre outras coisas, a criação de novas tecnologias.

Senso Comum

O senso comum caracteriza-se por uma aceitação passiva de afirmações, sem buscar investigações das suas causas e fundamentos. Pode-se dizer que ele está entre a imaginação e a razão e o conhecimento obtido por ele pode ou não ser verdadeiro.

Normalmente, é adquirido de forma espontânea pelas tradições ou transmitido por grupos sociais de cada cultura. Se por um lado ele é positivo — por tornar a vida prática mais fácil —, por outro é negativo, pois faz com que as pessoas aceitem as informações de forma passiva, sem questionamentos.

Realismo e Idealismo

No Realismo, o conhecimento ocorre quando a realidade do objeto é impressa na mente humana. Isso significa que o sujeito consegue apreender a realidade do objeto em sua mente.

Já no Idealismo, não se considera em si a realidade do objeto e sim o que o sujeito pensa sobre ele. Isso quer dizer que  conhecimento provém da ideia formulada pelo sujeito sobre objeto.

Ceticismo

O Ceticismo prega que não é possível conhecer nada com total segurança. Segundo essa corrente filosófica, o que uma pessoa considera como verdade pode ser ilusão, pois são baseadas em impressões subjetivas.

Por isso, os céticos duvidam, investigam e estão sempre questionando, já que alcançar o verdadeiro conhecimento é impossível para eles.

Dogmatismo

Ao contrário do ceticismo, o dogmatismo defende que encontrar o conhecimento verdadeiro é possível. Ele prega que o ser humano pode conhecer a realidade por meio de um esforço racional e empírico, por meio de métodos científicos.

No entanto, muitas vezes ele se confunde ao senso comum, já que não percebe os problemas existentes entre o objeto conhecido e o sujeito cognoscente.

Epistemologia e os tipos de conhecimento

O Racionalismo defende que o conhecimento só pode ser adquirido pela razão, ou seja, pelo pensamento humano. Essa corrente filosófica defende que o sujeito cognoscente prevalece sobre o objeto pensado.

Desse modo, o conhecimento não ocorre pela experiência dos sentidos e sim de um método sistematizado que permite ao sujeito alcançar as verdades universalmente aceitas.

O Empirismo determina que o verdadeiro conhecimento só pode ser adquirido por meio de experiências. De acordo com essa corrente de pensamento, a mente humana é como uma folha em branca. Isso quer dizer que a mente não possui ideias inatas, sendo que elas vão sendo adquiridas à medida que a pessoa experimenta o mundo e os objetos.

Por fim, o Criticismo defende que o conhecimento começa com a experiência e termina com a razão, complementando-se. Inclusive, o criticismo trouxe, pela primeira vez na História da Filosofia, a ideia de experiência e razão caminhando juntas, representando um meio termo entre racionalismo e empirismo.

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