10 Possíveis Temas de Redação para o Enem 2018

Quem está se preparando para o Enem sabe que a redação é um dos maiores desafios da prova. Além de ter que arrasar na construção do texto e exposição das ideias, o estudante precisa ter conhecimento suficiente sobre o tema que será abordado.

Foi por esse motivo que preparamos este texto. Nele, você vai conferir os prováveis temas de redação para esse ano. Com essas dicas, você poderá se preparar e aumentar as chances de não ser surpreendido no dia da prova.

Quer saber quais são esses temas? Então, continue lendo!

10 Possíveis Temas de Redação para o Enem 2018

1. A prática do bullying e cyberbullyng nas escolas escolas brasileiras

Um dos temas de Redação para o Enem 2018 mais cotados é a prática de bullying e cyberbulling nas escolas brasileiras. O tema é atual e tem sido alvo de muitas discussões. Por isso, é um grande candidato para o Enem.

Bullying significa uma situação em que são utilizadas agressões intencionais que podem ser físicas ou verbais, de forma repetitiva. A agressão pode ser feita por uma ou mais pessoas — geralmente adolescentes em fase escolar — contra um ou mais colegas.

Já o cyberbullying consiste no uso de tecnologias de informação e comunicação para incentivar comportamentos agressivos praticados por um ou mais indivíduos.

De acordo o Pisa — Programa Internacional de Avaliação de Estudantes —, 17,5% dos estudantes das escolas brasileiras, na faixa de 15 anos, revelaram terem sido alvo de algum tipo de bullying.

Atualmente é é muito comum tanto o bullying quanto o cyberbullying em escolas e, na maioria das vezes, eles caminham juntos.

Com a perspectiva de evitar esse tipo de comportamento, entrou em vigor a lei antibullying, que prevê diversas ações contra esse tipo de violência, principalmente nas escolas. Mas, apesar dos diversos casos de bullying e cyberbullying todo ano, a lei ainda esbarra em problemas de fiscalização e por falta de práticas preventivas.

Segundo Luciene Tognetta, que é especialista em psicologia escolar pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), falta monitoramento dos casos de bullying. Além disso, existe ainda uma grande dificuldade em estudar e entender o assunto.

2. O aumento de DST’s entre os jovens brasileiros.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, só em 2005, o número de casos de HIV passaram de 16,2% para 33,1% em um grupo de 100 mil habitantes entre as idades de 20 a 24 anos.

O HIV representa apenas uma das DST’s comuns entre os jovens. Hepatite C, gonorreia, sífilis, herpes genital, HPV, clamídia e outras doenças têm crescido nas estatísticas entre os jovens brasileiros.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde do Estado de São Paulo, os casos de sífilis no estado tiveram um crescimento de 603% em apenas 6 anos. No que se refere à Aids, é preocupante o número de infecção entre os jovens. Ainda segundo dados do Ministério da Saúde, o número de casos entre jovens cresceu 35,3% em 2014.

Diante desses números, é preciso criar propostas de intervenções e soluções para barrar esse crescimento. É preciso trabalhar a educação de forma mais assertiva entre os jovens. Se antes o HIV, por exemplo, assustava por ser uma sentença de morte, hoje não causa tanto medo.

Por isso, todas as DST’s devem ser discutidas, inclusive entre os país e na escola, com foco na valorização da vida e nas consequências negativas da doença.

3. A população em situação de rua no Brasil

De acordo com a Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro, existia em 2016 cerca de 14,2 mil pessoas em situação de moradia nas ruas da cidade. Estima-se, inclusive, que esse número aumentou 150% nos últimos quatro anos.

Infelizmente, essa é uma realidade comum nas capitais brasileiras. Apesar de existir legislação para garantir serviços como saúde e educação para as pessoas moradoras de rua, essas pessoas vivem com muita dificuldade.

O Plano Nacional para População em Situação de Rua, instituído em dezembro de 2009, não tem sido suficiente para levar saúde, educação, moradia e dignidade para essas pessoas. Isso mostra que, mais do que uma lei, os moradores de rua precisam de políticas públicas dos estados e municípios para que a lei seja colocada em prática.

4. Divulgação de Fake News e seus impactos

Com o aumento do uso das redes sociais, um termo tem sido muito utilizado pelos internautas: fake news. Apesar do termo parecer inofensivo, seus efeitos podem ser devastadores para indivíduos e para a sociedade.

Fake news são mentiras revestidas de artifícios que fazem com que elas sejam tidas — e compartilhadas — como verdades. O que faz com que elas sejam tão perigosas é a escala em que são difundidas.

Uma das consequências dessas notícias é o fato de colocar em xeque as demais notícias, fazendo com que seja muito difícil descobrir qual está com a verdade. Infelizmente, essas ações têm influenciado bastante o público — principalmente nas redes sociais —, afetando não só a vida política e social do país, mas também de figuras públicas. É o caso da vereadora Marielle Franco, assassinada recentemente no Rio de Janeiro. Ela teve fatos sobre sua vida distorcidos e criados com o objetivo de difamá-la e desconstruir sua trajetória política e social.

Existe um projeto de lei que pretende criminalizar a divulgação ou o compartilhamento de informação falsa ou incompleta na internet. Criado pelo Deputado Luiz Carlos Hauly, do PSDB-PR, o projeto prevê detenção de 2 a 8 meses e pagamento de multa.

5. Escravidão contemporânea e seus efeitos

Essa é outra opção que está cotada para os temas de Redação para o Enem 2018. Com a recente mudança feita pelo Governo de Michel Temer por meio de uma portaria, o assunto volta a ficar em evidência, levando a vários debates.

Antes dessa mudança, os conceitos utilizados para determinar o que é trabalho escravo eram da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Código Penal Brasileiro. Isso quer dizer que, antes, a condição análoga à de escravo era a submissão a trabalhos forçados.

Com a nova portaria, o trabalho só será considerado análogo à de escravo se houver submissão a trabalho exigido sob ameaça de punição. Isso abriu margens para diversas críticas, inclusive de juízes, procuradores e auditores fiscais do trabalho .

Entidades que representam auditores fiscais do trabalho, juízes e procuradores criticam a mudança feita pelo governo e avaliam que a nova regra é um retrocesso no combate ao trabalho escravo no país.

Segundo eles, a nova regra representa um retrocesso e pode barrar o combate ao trabalho escravo no país. Outra mudanças que a nova portaria trouxe são:

  • jornada exaustiva foi substituído por: restrição de transporte para reter trabalhador no local de trabalho em razão de dívida;
  • condições degradantes de trabalho: uso de segurança armada para reter trabalhador em razão de dívida;
  • restrição da locomoção em razão de dívida: retenção da documentação pessoal do trabalhador.

Está se preparando para o Enem 2018? Não deixe de conferir o Manual de Redação do Enem e os 10 passos para tirar nota mil. 

6. Os obstáculos para doação de órgãos no Brasil

A doação de órgãos pode salvar vidas e isso não é novidade para ninguém. Mas, os números ainda não são os mais favoráveis. De acordo com dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), 47% das famílias se recusam a doar órgão de parente com morte cerebral, em 2013. E o pior é que esse número cresceu, já que em 2012 o número era 41%.

Segundo o nefrologista José Medina Pestana, o problema não é a falta de estrutura, mas a negativa familiar em doar os órgãos. Medina diz ainda que as famílias justificam que a negativa se deve ao fato de nunca terem conversado com seus parentes sobre o desejo de doar ou não.

Isso abre brecha para a importância de declarar o desejo de ser doador de órgãos. Esse é um assunto que precisa ser tema de debate. Só assim, será possível mudar as estatísticas e salvar mais vidas.

7. Os perigos da automedicação na cultura brasileira

Quem nunca tomou um remédio por conta própria? Infelizmente, esse é um hábito comum da população brasileira.

A automedicação — que é o uso de medicamentos por conta própria ou por indicação de pessoas não habilitadas para tratamento de doenças — pode levar a consequências graves.

Algumas delas são:

  • agravamento de doenças;
  • aumento da resistência de microorganismos;
  • anular ou potencializar o efeito de outro medicamento;
  • reações alérgicas;
  • dependência; e até
  • morte.

É preciso muita atenção na hora de utilizar um remédio. É preciso, ainda, ficar atento a propagandas e anúncios que induzem ao consumo de medicamentos. O assunto é tão sério que a intoxicação por medicamentos ocupa o topo na lista de intoxicação em todo o Brasil.

Os analgésicos, anti-inflamatórios e antitérmicos são os mais consumidos sem prescrição médica. Apesar de parecerem inofensivos, eles podem levar a uma das consequências que citamos acima.

Para diminuir os casos de intoxicação por automedicação, é necessário um trabalho sério de educação. Lutar contra um hábito que vem desde muito tempo não é fácil. Mas, com campanhas educativas com foco nas suas consequências pode ser um bom começo.

8. Os desafios no combate a obesidade no Brasil

Segundo informações de uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde, o número de pessoas obesas — índice de massa corporal a partir de 30 — aumentou nos últimos 10 anos. O aumento foi de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016.

O números são tão preocupantes que o Ministério da Saúde assumiu compromissos que fazem parte dos eventos da Década das Ações das Nações Unidas para a nutrição. O objetivo é diminuir a obesidade no Brasil, promovendo acesso a todos a dietas mais saudáveis.

Dentre as metas do governo, podemos citar:

  • barrar o crescimento da obesidade na população adulta no país até 2019;
  • Aumentar o consumo de hortaliças e frutas em 17,8%; e
  • reduzir o consumo de sucos artificiais e refrigerantes em 30%.

Além disso, o Governo pretende levar conscientização às escolas públicas por meio de campanhas que estimulem a alimentação saudável desde cedo.

Segundo o Ministro da Saúde, por meio dessas ações as crianças podem aprender sobre a importância da alimentação e do manuseio de alimentos e também da prática de atividade física. Desse modo, os índices de obesidade infantil — cerca de 18% das crianças brasileiras —, podem reduzir.

O assunto é tão preocupante que os números de casos de obesidade no Brasil são maiores que de pessoas com fome. Desse modo, o que precisa ser feito é ensinar as pessoas a se alimentar corretamente e incentivá-las e se movimentar mais.

9. A demarcação de terras e a sobrevivência da cultura indígena

charge: Latuff

Os indígenas no Brasil têm um passado bastante dramático e, apesar de todas as dificuldades que ao longo das décadas, sua população voltou a crescer. O motivo para esse crescimento não se deve necessariamente à taxa demográfica e sim pelo aumento do número de pessoas que se reconhecem como indígenas.

Segundo dados do Censo feito em 1992 no Brasil — quando indígena foi considerado raça pela primeira vez — 294 mil pessoas se declararam indígenas (0,2% da população brasileira). No entanto, dados mais recentes (Censo 2010) mostraram que esse número subiu 890 mil, distribuídos em 305 etnias.

Com esse crescimento, vieram também a necessidade de direitos. E, apesar de existirem diversos projetos de emenda constitucional e projetos de lei, os indígenas ainda enfrentam bastante dificuldades, principalmente no que se refere às demarcações de terras.

A PEC 215, por exemplo, altera as regras de demarcações de terras indígenas e quilombolas representa um retrocesso para essa população. O motivo é que a PEC transfere para o Congresso Nacional o poder de demarcação dessas terras.

10. O esporte como ferramenta de inclusão social no brasil

Inclusão social é um assunto atual e pode ser um dos temas de Redação para o Enem 2018, principalmente por se tratar de um ano de copa de mundo. Por isso, vale a pena destacar que o esporte é uma das ferramentas inclusivas de maior destaque hoje em dia.

Além dos benefícios para a saúde física e mental, o esporte proporciona acesso a novos ciclos sociais, promovendo diversão e ocupação, principalmente para jovens e crianças em condições mais desfavoráveis.

Os programas sociais ligados ao esporte no país estão mudando a vidas nas comunidades carentes, ensinando fundamentos como disciplina, trabalho em equipe, respeito às regras etc. Além disso, promovem interação e favorecem a saúde física e psicológica de crianças de jovens que poderiam ceder à criminalidade por falta de oportunidade.

Um exemplo que pode ilustrar isso é o projeto fluminense Segundo Tempo/Viva Rio. Segundo estatísticas, 99,2% dos jovens entre 7 e 24 anos atendidos no estado estão frequentando a escola. Esses são dados animadores e mostram que projetos como esse realmente fazem a diferença na vida de muitas pessoas.

Agora que você conferiu os temas mais prováveis para a Redação do Enem, veja um reportagem do programa Hora do Enem om outros possíveis assuntos:

25 Comentários

  1. elenice marques Reply
  2. Rita Evilyn Reply
  3. Luís Reply
    • Marcos Reply
      • Loisty Reply
  4. ANTONIO FRANTESCO GOMES MAIA Reply
  5. Bianca Reply
  6. elenice marques Reply
  7. Luís Reply
  8. Bianca Reply
  9. ANTONIO FRANTESCO GOMES MAIA Reply
  10. Rita Evilyn Reply
    • bolsonaro2018 Reply
      • Tito Reply
  11. ERNESTO CAVALCANTE FRICK Reply
    • Diego Reply
  12. aikateríne, a óbvia. Reply
  13. joel silva Reply
  14. Marcos Nogueira Reply
    • Giovana Varotti Reply
  15. Jesus Reply
  16. paulo roberto Reply
    • Bruno Reply
  17. Joaquim Reply

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