8 Doenças que mais caem no Enem: resumo e exercícios

A prova de Biologia e Ciências da Natureza do Enem exige conhecimentos a respeito de diversas doenças. Você sabe quais são?

Realizada anualmente, a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é composta por questões que abarcam todas as áreas do conhecimento: Linguagens, códigos e suas tecnologias, Matemática e suas tecnologias, Ciências Humanas e suas tecnologias e, por fim, Ciências da Natureza e suas tecnologias, que envolve conhecimentos sobre física, química e biologia.

Nesta última é que estão contidas as doenças que mais caem no Enem. Isso significa que diversas das questões da prova estão relacionadas a vários tipos de enfermidades, além de conceitos como seu agente etiológico (o que causa), seu vetor (o que transmite) e a profilaxia da doença (prevenção).

Preparamos um guia completo sobre as 8 doenças que mais caem no Enem, bem como os aspectos mais importantes a respeito delas, para auxiliá-lo nos estudos deste assunto tão complexo e importante. Confira!

Quais são as doenças que mais caem no Enem?

Doenças que mais caem no Enem

As doenças que mais caem no Enem, geralmente são aquelas com potencial de epidemia e que merecem mais atenção para a contenção da disseminação e do contágio. São enfermidades que estão constantemente nos noticiários e que já são, ao menos superficialmente, conhecidas, se não de todos, da maior parte da população. São elas:

1. Dengue

A dengue é uma doença viral, portanto, seu agente etiológico é um arbovírus. Estes são transmitidos unicamente por picadas de insetos. A enfermidade não é transmitida de pessoa para pessoa, somente a partir da picada de um mosquito que já esteja contaminado. Neste caso, o vetor é o mosquito Aedes aegypti, que, para proliferar-se, precisa de água parada.

Por este motivo, o período em que as transmissões são mais comuns são as estações mais quentes e chuvosas. Nestes, o vetor da doença encontra a oportunidade ideal para depositar seus ovos e para que as larvas dos mosquitos se desenvolvam.

Desta forma, a melhor maneira de evitar a proliferação do mosquito da dengue, evitando, assim, o contágio, manter a higiene nos ambientes externos, impossibilitando a criação de focos de água parada.

Recomenda-se veementemente que os moradores das casas esvaziem pneus, vasos e demais recipientes que podem acumular água da chuva, impedindo, desta forma, a proliferação das larvas do mosquito da dengue.

2. Febre amarela

Também transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a febre amarela é considerada uma doença urbana e está erradicada no Brasil desde o ano de 1942. No entanto, nas áreas silvestres ou rurais os registros de casos desta enfermidade continuam a aparecer. Neste segundo caso, o vetor é o mosquito Haemagogus.

Assim como a dengue, a febre amarela não é transmissível de pessoa para pessoa, mas somente mediante a picada do mosquito contaminado. Estes são contaminados pelo vírus a partir de um hospedeiro primário, que, geralmente, são macacos. O aparecimento da doença em determinada região, inclusive, se nota, a princípio, pela morte de primatas não humanos com muita frequência no local.

Também é importante ressaltar que este animal não é um vetor da doença. Muito pelo contrário: o macaco serve como sinal de aviso de que uma região pode estar à beira de um surto de febre amarela.

O mosquito transmissor da febre amarela costuma se proliferar entre os meses de dezembro e maio, sobretudo nas regiões de maior pluviosidade. Desta forma, uma das mais eficazes medidas para a prevenção do aparecimento da doença é, da mesma forma como no caso da dengue, é evitar focos que propiciem o depósito de ovos e desenvolvimento de larvas. Além disso, também é importante a vacinação da população.

3. AIDS/HIV

Na sigla em inglês, AIDS significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. É uma doença viral que pode ser transmitida de diversas maneiras. As mais comuns são o intercurso sexual desprotegido, o compartilhamento de seringas, transfusão de sangue contaminado e também de mãe para filho durante a gestação.

É uma das doenças que mais caem no Enem por ser um assunto cercado de tabus e desinformações. A AIDS/HIV é uma enfermidade que afetam o sistema imunológico do paciente, reduzindo sua capacidade de combater vírus e bactérias.

No Brasil, os medicamentos antirretrovirais (ARV), são distribuídos, desde 1996, gratuitamente pelo SUS para pessoas com diagnóstico positivo da doença para que possam ser tratadas.

4. Doença de Chagas

Também conhecida como tripanossomíase, a doença de chagas é causada não por um vírus, tampouco por uma bactéria, mas por um protozoário encontrado nas fezes do barbeiro ou de demais triatomíneos, como o chupão, procotó ou bicudo.

São cinco as principais formas de contágio pela doença de chagas:

  • Vetorial: mediante contato direto com as fezes dos insetos transmissores da doença;
  • Oral: por meio da ingestão de alimentos contaminados com as fezes destes insetos;
  • Vertical: por meio da transmissão de mulheres infectadas para seus bebês ainda no ventre ou durante o parto;
  • Transfusão de sangue de pessoas contaminadas para pessoas saudáveis;
  • Acidental: por meio do contato com feridas ou mucosas de pessoas infectadas em procedimentos hospitalares.

As melhores maneiras para prevenir a transmissão da doença de chagas são diretamente ligadas ao vetor da enfermidade. Recomenda-se, em áreas em que o aparecimento dos insetos transmissores, a instalação de telas ou mosqueteiros a fim de impedir a entrada desses animais nas residências. Além disso, é indicado que moradores destas áreas previnam-se individualmente, utilizando repelentes, roupas que cubram todo o corpo.

5. Esquistossomose

É uma doença parasitária, cujo agente etiológico é o Schistosoma mansoni, presente nos caramujos e pode ser adquiridas por pessoas que tenham contato direto com o animal ou com água doce que esteja infectada pelos vetores.

A contaminação pelo parasita causador da esquistossomose é mais comum em áreas carentes, onde não há o tratamento adequado da água. Desta forma, a maneira mais eficaz de prevenir o contágio com esta doença é evitar o contato com águas onde os caramujos estão presentes.

A prevenção se baseia, principalmente, no tratamento coletivo de áreas em que o animal vetor da esquistossomose está presente, portanto, é uma ação que não depende tanto da atuação da comunidade, mas dos órgãos governamentais, como a secretaria de saúde local.

6. Leptospirose

O agente etiológico da leptospirose é a bactéria Leptospira, presente, principalmente, na urina de animais predominantemente urbanos, como ratos, e o contágio se dá pelo contato direto ou indireto com a urina ou com a água infectada.

É muito comum que pessoas que vivem em áreas de alagamento sejam contaminadas com a leptospirose após o contato com a água das enchentes, tendo em vista que a contaminação se dá pela imersão da pele ou das mucosas em ambientes infectados.

As medidas de prevenção da leptospirose são tais como a realização de obras de saneamento básico, sobretudo em regiões carentes, onde não há o tratamento adequado de águas ou ações que sirvam para evitar alagamentos.

Além disso, a nível individual, a água sanitária comum pode ser utilizada para desinfectar ambientes e objetos que possam ser potenciais reservatórios de águas contaminadas nas enchentes.

Também é necessário que haja o controle dos roedores por meio de medidas básicas de higiene, como o descarte adequado do lixo caseiro, melhor armazenamento de alimentos e a realização de desratização com certa frequência.

7. Malária

Tem como agente etiológico o protozoário transmitido pela fêmea do mosquito Anopheles. Muito comum em regiões de calor intenso, como os estados do Amazonas, Acre, Amapá, Maranhão e até mesmo no Distrito Federal, a malária não é contagiosa e, embora um indivíduo possa contrair a doença mais de uma vez ao longo da vida, isso não significa que os casos, mesmo que mais simples, não necessitem de atenção.

São diversas as medidas que garantem a profilaxia da Malária, tanto a nível individual, quanto coletivamente. Recomenda-se, em áreas em que o contágio por esta doença é mais comum, a instalação de telas e mosqueteiros, além do uso de repelente.

A nível coletivo, é necessária a realização de pequenas obras de saneamento, a modificação do curso de águas, limpeza das margens dos criadouros, a borrifamento intra domiciliar para impedir o desenvolvimento das larvas, o uso racional da terra, entre outras medidas.

8. Leishmaniose

Transmitida pelo protozoário Leishmania chagasi, encontrado no vetor popularmente conhecido como mosquito palha, a leishmaniose é uma doença grave que, em 90% dos casos, leva o paciente ao óbito.

A leishmaniose é transmitida pela fêmea do inseto, já que esta necessita do sangue do hospedeiro para desenvolver os ovos. Não é somente o ser humano que pode ser contaminado com a doença, tendo em vista que este inseto costuma se utilizar do sangue de diversos tipos de vertebrados, sobretudo, nas áreas urbanas, os cães.

A profilaxia desta doença se dá, principalmente, pela erradicação de seus vetores. Portanto, da mesma forma como para outras enfermidades provocadas por insetos, como a dengue e a febre amarela, a melhor medida de prevenção está na higiene básica de áreas externas.

Recomenda-se a limpeza periódica destas áreas com o descarte adequado de matéria orgânica em decomposição (como é o caso de folhas, frutos e fezes de animais). Também é importante higienizar de maneira adequada os abrigos dos animais domésticos e a aplicação de inseticidas nas paredes das residências.

Veja uma vídeo aula sobre o assunto:

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Jornalista e pós-graduanda em Literatura Brasileira. Atua como criadora de conteúdo, revisora e tradutora. Quer ser muitas coisas e é verdadeiramente apaixonada por tudo o que faz.

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